Falcão
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Nascimento: 31/05/73
Em: Engenho Novo, RJ
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| Última entrevista |
Rodrigo Brinko
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| Atualmente é residente das festas SENSE em Ibiza e SENSE TOUR , por toda Europa e Brasil. |
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O grito "olha o rapa!" significa ruas
vazia e gente correndo. Nem poderia ser diferente.
Na gíria popular, rapa é o caçador
de camelôs, o inimigo número um da
economia informal. Porém, uma pequena variação
desse sinal de alerta, já quer dizer pistas
cheias de gente. Com um "p" a mais e usando
as calçadas como fonte de inspiração,
O Rappa faz apenas contrabando de idéias.
O esboço da banda surgiu quando Nelson
Meirelles (1º baixista) se viu acompanhando
o cantor Papa Winnie, em uma série de shows
no Brasil, ao lado de Marcelo Lobato, Alexandre
Meneses e Marcelo Yuca, uma banda formada às
pressas apenas para acompanhar os jamaicanos.
Currículo não faltava aos integrantes.
Nelson foi produtor do Cidade Negra e de programas
de rádios alternativas do Rio; Lobato tinha
feito parte da ótima banda "África
Gumbe"; Alexandre tocou com grupos africanos
na noite de Paris; e Yuca fez parte do grupo de
reggae da Baixada Fluminense, KMD-5. Animados
com o resultado das apresentações,
os quatro resolveram continuar juntos. Faltava,
contudo, uma voz. Um anúncio colocado no
"Rio Fanzine" (caderno de música
do Jornal O Globo) resolveu o problema. Último
de uma extensa lista de candidatos, Marcelo Falcão
ganhou a vaga com nota 10 em técnica e
emoção. Nascia, então:
o rappa
disposto a mexer em várias mercadorias
do barulho — roots, dub, raggae, rap, samba...
E os shows não paravam; a cada apresentação,
novos fãs. Os passos seguintes foram a
contratação pela Warner Music, a
gravação do 1º CD e sua mixagem
em Londres, a cargo do baixista e maestro Dennis
Bovell, parceiro inseparável do poeta dub
Linton Kwest Johnson. E assim O RAPPA chegou as
lojas em 1994. |